A subida da Serra de Petrópolis já tinha sido testada com a Hunter 350. A descida é outra prova, e mais traiçoeira: exige menos do motor e mais da cabeça de quem pilota. Neste motovlog, a velocidade real acompanhada pelo GPS da câmera mostra na prática por que o freio motor entra antes das manetes, e não depois.
O erro mais comum não é excesso de velocidade — é confiar demais no freio da roda ao longo da descida inteira. Usado sem descanso, ele esquenta, perde eficiência e chega justo na curva errada sem toda a força que devia ter. O freio motor, engatando uma marcha abaixo antes da curva, segura parte dessa energia sem depender só da pastilha.
A pista molhada e o asfalto fresado somam risco à conta: menos aderência, menos margem para corrigir uma freada tardia. O vídeo também entra numa decisão que gera dúvida constante entre quem pilota moto: descer engatado ou no neutro. Ficar no neutro tira o freio motor de cena logo quando ele faz mais falta, e piora exatamente no momento em que a moto mais precisa de controle.
Ultrapassagem em descida de serra pede a mesma régua: só com visão livre da pista, nunca em cima da curva, e sem dividir a faixa com quem vem de frente.
